28/12/2011

Champagnes x espumantes x proseccos x cavas x frisantes

 



      Nem tudo o que parece é. Em regra, a confusão entre tais termos ocorre quando estamos diante de um vinho visivelmente gaseificado (presença de CO2). Primeiro, registremos a célebre frase: Todo champagne é espumante, mas nem todo espumante é champagne. Acrescento, ainda, outra: Nem tudo que não é champagne é prosecco.
    É chamado de espumante (ou sparkling wine) todo vinho que sofre duas fermentações naturais. A primeira é a fermentação alcoólica, comum de todos os vinhos, que transforma o açúcar da uva em álcool e que ocorre em tanques ou barris de carvalho. A segunda, onde o espumante adquire a efervescência, tanto pode ocorrer em tanques de aço inox pressurizados (método charmat) como podem ser feitas na própria garrafa (método champenoise ou tradicional/clássico)

             1)  Champagne 
              É o espumante que está no topo dessa pirâmide. Como todos - ou quase todos - sabem, só podem carregar o nome de champagne aqueles espumantes produzidos na região de Champagne, na França, seguindo regras rígidas de produção. São mais intensos, de paladar mais marcante. O champagne é composto não só por uvas brancas, mas também por uvas tintas. Mas as únicas tintas permitidas são as  pinot noir e pinot maunier. Das brancas, somente a chardonnay.  
                Outra marca importante do champagne é a diferenciação da segunda fermentação que esse vinho sofre. Como dito, todo vinho espumante sofre duas fermentações naturais.Nos champagnes, a segunda fermentação ocorre obrigatoriamente na própria garrafa (metodo champenoise/tradicional), o que garantirá uma maior complexidade do vinho, pelo maior tempo de contato com o mosto. Para se obter uma segunda fermentação, é adicionada uma mistura do vinho-base com leveduras e açúcar que é conhecido como licor de tiragem. Após essa fase de fermentação e envelhecimento nas próprias garrafas, essas são postas de cabeça para baixo para que se possa decantar os sedimentos. Esse processo pode durar, em média, 20 dias, e as garrafas são giradas em aproximadamente ¼ de volta,  uma a uma, todos os dias (remuage), para que as impurezas não fiquem aderidas na parede interna da garrafa, mas sim escorram para o gargalo, onde serao removidas por outro processo posterior de congelamento do "pescoço" da garrafa (dégorgement), expulsando, finalmente, o "cilindro de sedimentos" acumulado.


             Mas atenção porque todos os champagnes são fabricados pelo metodo champenoise, mas nem todo espumante é feito pelo método charmat, podendo também serem elaborados pelo metodo champenoise, ainda que minoritariamente. Ainda assim, espumante fabricado pelo metodo champenoise nunca será chamado de champagne,  pelas razões ja expostas quanto à região, qualidade das uvas, regras próprias etc.          
              Não sendo champagne, o vinho é classificado como mero espumante . Dependendo do país que o produz ou da cepa (variedade da uva) utilizada, o vinho espumante recebe um nome distinto.
       Obs: Recentemente, a Uniao Europeia passou a controlar também a nomenclatura "metodo champenoise", declarando que somente se o vinho for produzido na região de Champagne, o método pode levar esse nome. Fora da região, ainda que se utilizando do método, só se poderá falar em "método tradicional". Caso não seja observada tal norma, o vinho é impedido de ser comercializado no bloco econômico europeu.        
           
 
              2) Cava

               É o nome do espumante da Espanha, produzido basicamente - mas não exclusivamente - na região de Penedés, na Catalunha. É elaborado pelo método clássico/tradicional ou champenoise, com a segunda fermentação na garrafa. As uvas não são as utlizadas para a fabricação do champagne, mas sim as próprias daquele país: macabeo, viura , parellada e xarel-lo. A Espanha é atualmente a maior produtora de espumantes do mundo, com destaque  para as vinicolas tradicionais Freixenet, Codorniu e para a premiada Gramona. Diferencia-se do champagne não só pelas uvas utilizadas como pelo tempo de envelhecimento, e pela ausência de açúcares ao mosto antes da segunda fermentação, expressamente proibido pela legislação da Espanha. As uvas espanholas são mais doces que as francesas, devido a uma maior exposição solar, sendo desnecessário, portanto, tal procedimento.Os cavas populares de destaque são o Cordon Negro (brut) e o Carta Nevada (demi-sec), ambos da Freixenet e o Anna de Cordoniu (brut)da Codorniu.


             3) Prosecco 
     
            Prosecco , até então, era somente o tipo de uva (cepa) nativa da Italia, mais precisamente nas regiões de Valdobbiadene e Canegliano, no Vêneto. Então, não se poderia dizer que os proseccos fossem vinhos exclusivos da Itália, pois ao contrário dos champagnes, era permitido chamarmos de prosecco um vinho feito fora daquele país, desde que elaborado a partir da uva prosecco. .No entanto, há cerca de 2 anos, a Italia, assim como fez a França, no passado, com seu champagne, editou lei alterando o nome da cepa Prosecco, chamando-a agora de "glera". O termo Prosecco fica reservado para a região italiana produtora do vinho, que além do Veneto agora também estão incluidas as áreas do Friuli. Dessa forma, proibe-se a utilização do termo prosecco para vinhos que não forem produzidos nessas regiões  No entanto, parece que a lei por aqui ai não pegou, sendo fácil encontrar "proseccos" nacionais vendidos nos grandes mercados e lojas especializadas.
        Diferentemente dos champagnes e dos cavas, os proseccos são elaborados pelo método charmat, onde a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço inox e não na própria garrafa..
           
                  

           4) Espumantes

           Espumante é o nome genérico dado a todos os vinhos com duas fermentações. Como já dito, no caso dos champagnes a segunda é feita obrigatoriamente na própria garrafa, enquanto nos espumantes ela pode ocorrer tanto na garrafa (minoria) quanto nos tanques de inox (na maioria deles).
No Brasil, a região sul lidera a produção de tal vinho, utilizando-se de uvas chardonnay (branca) e pinot noir (tinta). É comum, também a utlização da cepa riesling, que se adaptou muito bem às condições da região.


        5) BRUT ou SEC

      O champagne ou os espumantes também são classificados segundo o grau de doçura, ou seja, da quantidade de açucar por litro inserida após a segunda fermentação, no "licor de expedição" (liquido introduzido para compensar a saida da borra congelada que se forma no metodo tradicional).Serve para recompor também o teor de açúcar ou para fabricar um espumante mais doce.  Pode ir do DOUX ao EXTRA-BRUT, ou seja, do mais doce ao mais seco.Mas como as diferenças são as vezes muito sutis, os mais comercializados sao o BRUT e o SEC.

               a) EXTRA BRUT  e BRUT- é o vinho mais seco e com menos teor de acúcar. (cerca de 80% dos espumantes vendidos)
                 b) DEMI-SEC, SEC e  e EXTRA-SEC - ao contrário do que se imagina, não são secos, mas sim levemente adocicados.
                c) DOUX- apresenta alto teor de açúcar
       
          
                  5) Vinhos frisantes

                   Note-se que alguns vinhos sequer podem ser chamados de espumantes, mas tão- somente de  vinhos frisantes, que são aqueles vinhos menos complexos, com cerca da metade de gás carbônico dos espumantes, e geralmente introduzido artificialmente.Ex: Lambrusco.


Melhores champagnes


Cristal
Dom Perignon
 


Os bons champagnes não estão ao alcance de todos, isso é um fato. Garrafas de "CELEBRIS 90", da Maison Gosset, "KRUG GRAND RÉSERVE", da Maison Krug, "DOM PÉRIGNON", da Maison Moet et Chandon, "COMTES DE CHAMPAGNE", da Maison Taittinger, "LA GRAND DAME", da Maison Veuve Clicquot ou "CRISTAL", da Maison Louis Roederer passam dos R$ 500,00, se comprados por aqui.
     


 Abaixo desses, os da Veuve Clicquot, o Moet Chandon Brut Imperial, o Taittinger Brut Reserve, o Piper Heidsieck Brut, e o Canard-Duchêne Brut, ainda que na casa dos três digitos (se comprados aqui) entregam um bom custo beneficio.
























       A sommelier Elaine de Oliveira, ex-Giuseppe e atual consultora da importadora Zahil, indica alguns champagnes (com preços médios) que considera excelentes, com um ótimo custo-beneficio. Afirma que deixou de fora os famosos Moet Chandon e Veuve Clicquot para que as pessoas possam conhecer champagnes diferentes de igual ou maior qualidade.


1) Drappier Carte d’Or – R$ 205,00

2) Taittinger Brut Reserve - R$ 198,00 e Taittinger Rosé Cuvée Prestige - R$ 266,00

3) Gosset Brut Excellence – R$ 196,00

4) Lanson Rosé Label Brut – R$ 185,00 e Lanson Black Label Brut - R$ 139,00 


Melhores espumantes nacionais 2011

Dois rankings importantes foram divulgados recentemente. Um da revista Playboy, feito por especialistas a pedido da revista. Outro por um grupo de críticos e sommeliers de peso, incluido ai Manoel Bento e Gianni Tartari.
Para o juri da Playboy, o Miolo Terranova Moscatel é uma boa pedida para os que curtem um espumante mais doce, pela pechincha de menos de R$ 30,00. Dos bruts, os especialistas elegeram o Casa Valduga 130 Brut como o melhor (cerca de R$ 60,00).


 O Dom Candido Brut e Casa Perini Brut, segundo ainda a revista, apresentam ótimo custo-beneficio, na faixa dos R$ 30,00.
O Ponto Nero Brut, na faixa dos R$ 30,00,  e o Vallontano Brut, (cerca de R$ 44,00) figurou em ambos rankings, com destaque para esse último.








Para o juri composto por Manoel Bento e outros, além do Vallontano, o Casa Valduga Premium Brut e o Angheben Espumante Brut,  todos na faixa de R$ 43,00, são os melhores espumantes do ano e devem  ser considerados.


















Dos da Salton, o Reserva Ouro Brut (R$ 35,00) alcançou a maior nota.
Adolfo Lona Rosé

A sommelier Elaine de Oliveira também entrega dois espumantes nacionais que devem ser considerados:



1) Adolfo Lona Rosé – R$ 39,00

2) Cave Geisse Nature – R$ 56,00



Também indica dois cavas espanhois, atualmente vendidos por aqui, que considera muito bons:

1) Cava Castillo Perelada Brut Reserva D.O. – R$ 98,00

2) Cava L’Hereu de Raventós i Blanc Brut – R$ 88,00

Cava Castillo Perelada Brut Reserva D.O



















*Agradecimentos à sommelier Elaine de Oliveira, da importadora Zahil, pela colaboração exclusiva para o blog.

    

20/12/2011

Fernando de Noronha - O que fazer (parte 3)

9) O que fazer à noite

  Para início de conversa, vou logo avisando que Noronha é 90% dia. Os 10% noturno se resume às palestras do projeto TAMAR e/ou um jantar em um dos restaurantes da ilha. E mais nada, nada ....Daí você pergunta: e o tal "Bar do Cachorro"? Verdade, ele existe. Nas noites de segundas-feiras há até uma apresentação de Maracatu, folclore típico de Pernambuco. Nas outras, você pode tomar uma cervejinha ou comer uma pizza. Tudo começando depois da palestra do TAMAR. Mas não é nada que valha a pena perder sua noite de sono. Lembre-se que as atividades na ilha começam cedo e você precisará estar disposto e sem ressaca no dia seguinte.


                                                              (noite de segunda-feira- Maracatu)     
                                                              
               Acontece que, se optar pela palestra do Tamar, você deve ficar atento, porque se deixar para jantar após a palestra (por volta das 22: 30) provavelmente encontrará os bons restaurantes quase fechando. Portanto, se você quiser ir à palestra (que se incia às 21h) e jantar no mesmo dia, ou você janta antes, ou terá que se socorrer de uma das lanchonetes da Praça Flamboyant depois. Por ali, também, se der sorte, o próprio restaurante Flamboyant costuma fechar mais tarde.
                 Ficou decepcionado? Não fique. O dia na ilha é tão intenso que você não sentirá a menor falta de uma vida noturna agitada. Vai querer mais é uma boa cama para descansar !!
               A palestra do projeto TAMAR ocorre na Sede do IBAMA (atual ICMBio), no Boldró, às 21h, todos os dias.Em geral, esse é o calendario, sofrendo mudanças às vezes:


            As imperdíveis são as do Golfinhos Rotadores, das Tartarugas Marinhas e dos Tubarões.

            10) O que fazer de dia

  Então passemos a tratar do que mais nos interessa na ilha: o dia. Outro questionamento bastante comum dos pretendentes a conhecer a ilha é a necessidade de se ter "habilidade" no mar. Alguns acreditam que Noronha só valha a pena para aqueles que tenham uma grande intimidade com máscara, snorkel, pé de pato e consiga dar boas braçadas na água. Afirmo que não! Principalmente se você visitar a ilha nos períodos indicados (nos meses de setembro e outubro), em que o chamado Mar de Dentro estará uma calmaria só. Você conseguirá ver peixes ou arraias na beirinha, sem sequer tirar o pé do chão. Com um mínimo esforço, e com um treininho rápido, você aprenderá a usar a máscara e snorkel. E, se preferir, você conseguirá alugar colete salva-vidas para flutuação. Na Praia do Sueste, inclusive, ele e obrigatório para todos. Se estiver acompanhado de alguém que tenha alguma habilidade com o mar então.... você verá quase tudo! Mas se esforce um pouco para fazer essa interação com o mar. A beleza de Noronha está também debaixo d'água.




            No entanto, mesmo que você resista de todas as formas a uma entradinha no mar, mas curta belas praias, pôr-do-sol de tirar o fôlego, natureza e belas paisagens, Noronha já vai valer muito a pena. Agora...se houver essa interação com o mar, Noronha se tornará inesquecível!
     
           A) Roteiro


          1) Poucos dias na ilha  >>>>> a lógica é a seguinte: se for ficar poucos dias na ilha (até 3 dias) - o que não recomendo- opte somente pelas praias do Mar de Dentro, que são imperdíveis. A do Sancho é considerada a mais bonita do Brasil, a Baía dos Porcos a segunda mais bonita, além da Praia da Conceição e a Praia da Cacimba do Padre.
              Além disso, se estiver hospedado na região da Vila do Remedios, parte da Floresta Nova  e parte da Floresta Velha (ver segundo post), você conseguirá conhecer as praias próximas ao centrinho da Vila, a pé, como a do Cachorro, Meio e Conceição. Faça também um tour pelo centrinho histórico, na Vila dos Remédios, que se resume ao Palácio São Miguel, atual prédio da administração local, ao prédio do Banco Santander, onde abrigou a primeira escola da ilha, às antigas ruínas do presídio, à Igreja Nsra dos Remédios  (em péssimo estado de conservação)e ao Forte Nsra dos Remédios. Esse tour ao centrinho valerá a pena logo no primeiro dia, uma vez que você chegará tarde à ilha.  A dica é conhecer sempre os fortes no fim da tarde porque aí, além do tour ao monumento, você será brindado com um por-do-sol daqueles...
Palácio São Miguel


antiga escola

Igreja Nsra dos Remédios

Forte Nsra dos Remédios

por do sol visto do 
                                                            Forte Nsra dos Remédios 


             Existe um passeio na ilha denominado "Ilha Tur", feito em veículo 4x4 (geralmente em uma camionete adaptada) que dura praticamente o dia inteiro,a um custo de R$ 90,00 (set/11).O passeio é cansativo, e por vezes você irá parar em lugares não tão interessantes ou ficará menos tempo em lugares muito interessantes. A favor você tem a possibilidade de ter um noção geral da divisão da ilha e da localização das principais praias e pontos turísticos. E também "matará" locais não muito interessantes mas que fazem parte da cultura local.
           Geralmente o passeio abrange as praias do Mar de Dentro - exceto algumas pequenas praias e as do Cachorro, Meio e Conceição, as quais você pode fazer a pé se estiver naquela localização mencionada no segundo post - além de abranger também algumas do Mar de Fora, como Caieira, Leão, Sueste. Mergulhos são feitos no Sancho, Porcos e Sueste. Pequenas trilhas são necessárias no Sancho e Porcos. Incluidas visitas ao museu do Tubarão e buraco da Raquel. O término se dá no fortinho do Boldró, com um por-do-sol inesquecível (se o tempo ajudar). O equipamento de mergulho é alugado logo numa das primeiras paradas no Boldró, a R$ 15,00 ( mascara, snorkel e pé de pato)
            Optando pelo IlhaTur, nos outros dias você poderá repetir as praias que mais gostou ou aquelas em que você não parou. Nesses dias vale a pena alugar um buggy. As diárias não são tão baratas assim, começando na faixa de R$ 140,00. Mas ir à Noronha e ficar no ponto de ônibus esperando por até meia hora não dá, né? Feche pelo menos duas diárias. Nos outros dias você não precisará de carro, porque vai tá fazendo o IlhaTur, ou um passeio de barco, ou um mergulho ou a pé em passeios no centrinho e praias próximas ( Conceição, Meio e Cachorro) Em todos os passeios, o transporte é oferecido desde a sua pousada. Na pior das hipóteses e, principalmente à noite, para a palestra do TAMAR ou restaurantes, opte pelos táxis, onde as corridas alcançarão no máximo R$ 20,00. De dia, em trechos para algumas praias, somente os buggys conseguem passar.


          2) Estadia prolongada >>>>>>  Dispondo de mais dias na ilha, faça também um passeio de barco(com plana-sub incluído), um tour pelas praias do Mar de Fora (incluindo aí a trilha do Atalaia), e outros pontos da ilha como o porto, a Ponta da Air France, a igrejinha, Museu do Tubarão e buraco da Raquel (esses ultimos se não tiver feito o Ilhatur). Arrisque também o mergulho com cilindro, embora o preço seja bem salgado, cerca de R$ 200,00 por  20 min)
             Não esqueca sempre de programar seu almoço, seu jantar e escolher sempre um local para assistir o por-do-sol (nos fortes ou nas Praias do Mar de Dentro)
       
             >>>> No próximo post vamos detalhar cada ponto turístico desses roteiros.                


             


06/12/2011

Restaurante Gero - Barra da Tijuca.RJ

     
        Após algumas temporadas de sucesso em Ipanema, o Gero, restaurante de cozinha italiana do Grupo Fasano, abre filial na Barra da Tijuca, no mais novo reduto de bons restaurantes do bairro, a Avenida Érico Verissimo.
       O momento não poderia ser melhor: a inauguração veio junto com o prêmio de melhor italiano da cidade (2011), concedido pela Veja Rio, para a filial de Ipanema. 
     O restaurante conta com servico de valet a R$ 10,00 mas, ao contrário da filial da zona sul, nao é dificil conseguir uma vaga  nas proximidades.
    Com decoração cool de Isay Weinfeld, o restaurante conta com espaço bem maior do que a filial de Ipanema, com terreno de 1400 metros quadrados. Logo na entrada, você consegue visualizar, através de um enorme vidro, parte da cozinha, onde são feitas as massas, artesanalmente.

       Em seguida, aparece um pequeno lobby, com sofás, mesas e cadeiras, em caso da espera por uma mesa ser necessária.

     
        Mas se preferir, o restaurante também conta com um bar, onde você também poderá aguardar pela mesa, tomando um bom champagne ou espumante, acompanhados de porções das famosas abobrinhas à milanesa em rodelas (um tanto gordurosas e frias nesse dia...)
      Além do salão principal, o diferencial da filial está na charmosa varanda - com bancos em madeiras e futons - debruçada sobre um jardim com iluminação correta.
        O serviço é aquele que se espera de um restaurante do nível: muito atencioso. O couvert é o mesmo da filial Ipanema: ótimos pãezinhos quentes, acompanhados de porções de manteiga, azeite e algumas pastas, a um custo de R$ 16,00 por pessoa. (dez/2011)

       
       Chegando a hora do prato principal, a dúvida que me paira é sempre a mesma: massa ou risoto (acompanhado ou não de uma carne). Particularmente, acho os risotos um pouco mais interessantes por lá. Feitas no próprio restaurante, as massas são boas mas, salvo algumas exceções, não me surpreendem.
        O risoto del contadino, feito com feijao, linguica toscana e vinho tinto,apesar de não agradar no visual, impressiona no sabor, com gosto bem marcante (R$ 66,00 -dez/011).


        O risoto de açafrão com ossobuco de vitela já e um clássico do restaurante (R$ 81,00-dez/011).
      A carne de vitela do Gero, aliás, é imperdível. Além do ossobuco, ela aparece na costela empanada, também acompanhada de risoto de açafrão (costela de vitela empanada em lascas de pão, a R$ 71,00-dez/011) . 

      
       Já nas massas, a vitela aparece no recheio do ravioli ao molho de funghi ( R$ 54,00-dez/011).         
  
      
      Ainda nas massas, mas agora com molho lulas e vieiras (alla mediterranea) o gnocchi de batata dourada em panela, a R$ 61,00,  agrada mas não encanta.
               
       A carta de vinhos é vasta com preços iniciando-se na faixa dos R$ 100,00.
      Finalizando os trabalhos, a fatia da torta de limao siciliano, infelizmente, tinha uma base tão dura (talvez congelada) que nem com o auxílio de uma faca o trabalho se tornou mais fácil.


Gero 
Barra - Rua Érico Verissimo, 190, Barra (quase em frente ao supermercado Zona Sul e ao lado do Braz)☎ 2484-9455 (140 lugares). 12h/16h e 19h/1h; sáb. sem intervalo até 1h; dom. sem intervalo até 0h). Cc: todos. Cd: todos. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: R$ 16,00 (individual)
Ipanema - Rua Aníbal Mendonça, 157 - Ipanema  Rio de Janeiro - RJ, 21 2239-8158