10/08/2011

Buenos Aires - Argentina (parte 4)

6) Onde comer

A) Algumas considerações

         Pensou em Buenos Aires, pense em comer bem e barato. É uma relação custo-benefício que dificilmente você encontrará em outro lugar. Mas não entre nas furadas de restaurantes que figuram em pacotes turísticos ou daqueles indicados pelos taxistas, como o famoso "Siga la Vaca". Não a siga!
         Buenos Aires já é considerada uma das cidades em que melhor se come e bebe no mundo. A variedade é enorme. Destaque para as culinárias peruana, italiana, oriental, espanhola e francesa.
        Para começar os trabalhos, encare sem medo algumas empanadas argentinas -fritas ou assadas- cuja fama já atravessou fronteiras. E, se você não for vegetariano, ir a Buenos Aires significa necessariamente experimentar a saborosa carne argentina feita em parrilla - utensilio para assar a carne na brasaO termo também se refere ao tipo de cozinha ou restaurante em que serve esse tipo carne. Os cortes mais apreciados pela turistada são o "bife de chorizo" (contra-filé e que nada tem a ver com o nosso "chouriço"), o delicioso"bife ancho" ( entrecote; bem macia mas com gordura entrefilada)  e o "ojo de bife ou rib eye (miolo do contra-filé). Os tamanhos,em geral, são bem maiores do que no Brasil. Para acompanhar, peça papas fritas a provençal, papas soufflé ou ensaladas (saladas). Se ainda sobrar espaço, o doce de leite portenho - puro ou como parte de uma sobremesa - é de se comer ajoelhado.
             Para molhar o bico, não deixe de degustar um dos vinhos argentinos, que também chegam à mesa a um ótimo preço. A Argentina é hoje a quinta maior produtora de vinhos e o destaque fica para a cepa Malbec, ostentando o país o posto de maior produtor de vinho Malbec do mundo. Quanto às vinícolas, vale ressaltar a importância da Catena Zapata, uma das mais tradicionais e festejadas da Argentina, apresentando sempre vinhos de excelente qualidade, com alta pontuação entre os especialistas. Outras bodegas     de destaque são a Luigi Bosca, Trapiche, Kaiken, Terrazas de los Andes, Zuccardi e a novissima Enrique Foster.
             A grande dica é um site que você deve ter em mente sempre que o assunto for "restaurantes e afins" em Buenos Aires: http://www.guiaoleo.com.ar. O site simplesmente indica os restaurantes por cozinha, por bairro, os que abrem para o almoço, para o jantar, a faixa de preços, os que tem reserva on line etc. Além disso, com prévio cadastro do cliente no site, você poderá imprimir cupons de descontos para alguns restaurantes (só clicar na aba "Con descuentos Guia Oleo). O site da Time Out Buenos Aires também pode te dar uma ajudinha: http://www.timeout.com/buenos-aires/
              Outra dica importante é a de fazer reserva, principalmente para o jantar (por e-mail ou pelo hotel mesmo). Mas alguns restaurantes concorridos não aceitam reservas após as 21h. Resta, então, o nome na lista de espera do restaurante no momento da chegada.
             Alguns restaurantes cobram uma taxa, por pessoa, sob a rubrica de cubierto, que em português seria "talher". Alguns dizem que é realmente pela utilização dos talheres. Outros dizem que já virou tradição na cidade mas não se tem um fundamento exato para tal cobrança e que, na verdade, seria para cobrir outras despesas do restaurante, como, por exemplo, uma eventual reposição de louças e cristais. Apesar de não representar um valor tão alto, tudo que é cobrado sem explicação clara, torna-se uma cobrança antipática. Mas o fato é que ele aparece em muitas contas. E nada tem a ver com couvert. Já jantei em restaurantes em que não houve couvert e, ainda assim, houve a cobrança do tal cubierto. E também não se deve confundir com a gorjeta, que por lá se chama propina, e geralmente não vem incluída na conta, ficando a seu critério dá-la ou não. Em relação a essa vale ressaltar que se a conta for paga toda com cartão de crédito, a propina, na maioria das vezes, só é aceita à parte, em dinheiro.
                
              
           

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